Era costume na Judeia, as mulheres andarem cingidas com uma correia, desde pequenas, como símbolo de pureza .

A SS. Virgem, como toda judia, também usou, durante toda sua vida, uma correia, sendo com a mesma enterrada. Para mostrar aos fiéis quanto lhe é grata a devoção à sagrada Correia, a Mãe de Deus tem-se manifestado por diversas maneiras e realizado inúmeros prodígios.

Por ocasião de sua morte, narra uma tradição muito venerada, achavam-se, por inspiração divina, reunidos junto dela, e receberam as suas últimas palavras e despedidas, todos os apóstolos, exceto São Tomé, que, estando muito longe, chegara três dias depois. Estando já sepultada a SS. Virgem, ele ficou triste e com grande desejo de vê-la.

Os apóstolos, que ainda velavam o sepulcro, para consolá-lo, removeram a pedra que o fechava; porém com espanto geral, viram que o corpo puríssimo de Nossa Senhora não estava lá, encontrando-se apenas as suas vestes e a correia, no meio de rosas que exalavam um suave aroma.

O desconsolado Apóstolo venerou com muito respeito, aquelas preciosas relíquias, que ficaram guardadas na mesma sepultura. Por devoção e como lembrança da SS. Virgem, São Tomé usou, desde aquele dia, uma correia, a tradição se conserva até os dias atuais com os freis agostinianos.

Santa Mônica também foi figura importante para a devoção à correia de Maria. Achando-se Santa Mônica desolada com a morte de seu marido e dos desvarios de seu filho Agostinho, pedia insistentemente à Mãe da Consolação mostrar-lhe como devia fazer para converter o filho. Nossa Senhora apareceu-lhe vestida de preto e cingida com uma correia de couro e disse-lhe: “Filha, seja este o teu vestido” e, tirando da cintura a Correia, acrescentou: “Recebe esta Correia sagrada, e doravante cinge-te com ela sem deixares jamais. Incumbe-te de espalhar em minha honra a devoção desta veneranda Correia, pois eu te prometo ter carinho especial aos que se apresentarem adornados com esta correia de todo o mundo”.